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Os Cristãos

Os cristãos não se distinguem dos demais homens, nem pela terra, nem pela língua, nem pelos costumes. Nem, em parte alguma, habitam cidades peculiares, nem usam alguma língua distinta, nem vivem uma vida de natureza singular.

Habitam pátrias próprias, mas como peregrinos: participam de tudo, como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira.

Amam todos e por todos são perseguidos. Não são reconhecidos, mas são condenados à morte; são condenados à morte e ganham a vida. São pobres, mas enriquecem muita gente; de tudo carecem, mas em tudo abundam.

Numa palavra, o que a alma é no corpo, isso são os cristãos no mundo. A alma está em todos os membros do corpo e os cristãos em todas as cidades do mundo.

(Da Epístola a Diogneto, escrito cristão dos anos 190-200 d.C.)

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Sei agora que, na vida das comunidades, a crise é um momento tão importante como a exaltação dos começos. Só que é também tempo de sofrimento tão intenso como os inícios o são de esperança.

Os textos que seguem são sobretudo homilias, escritas ao correr de anos, num esforço de leitura de uma situação real, em que se tentou escutar “o que o Espírito dizia à Igreja” (Ap 2 e 3). Tudo começou em 1992, como segue. Inesperadamente, a Comunidade foi confrontada com uma situação de todo nova e exaltante. Mas o desafio da novidade calou o primeiro alerta. E, pouco a pouco, os velhos sintomas vieram ao de cima com violência redobrada. Não foi fácil nem rápido – incapacidades humanas – ler a situação e dar-lhe resposta. Ler Mais…

Arlindo de Magalhães, É Mesmo Necessário (1Cor 11,19), Serra do Pilar 2015