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Sei agora que, na vida das comunidades, a crise é um momento tão importante como a exaltação dos começos. Só que é também tempo de sofrimento tão intenso como os inícios o são de esperança.

Os textos que seguem são sobretudo homilias, escritas ao correr de anos, num esforço de leitura de uma situação real, em que se tentou escutar “o que o Espírito dizia à Igreja” (Ap 2 e 3). Tudo começou em 1992, como segue. Inesperadamente, a Comunidade foi confrontada com uma situação de todo nova e exaltante. Mas o desafio da novidade calou o primeiro alerta. E, pouco a pouco, os velhos sintomas vieram ao de cima com violência redobrada. Não foi fácil nem rápido – incapacidades humanas – ler a situação e dar-lhe resposta. Ler Mais…

Arlindo de Magalhães, É Mesmo Necessário (1Cor 11,19), Serra do Pilar 2015

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A maior de todas é o Amor

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita.

O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.

As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança, falava como criança,
pensava como criança, raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança.

Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor.

(Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, cap. 13)